Home Data de criação : 07/11/01 Última atualização : 08/06/08 18:22 / 55 Artigos publicados
 

Fantasmas  escrito em domingo 08 junho 2008 18:22

Fantasmas... Não! Não se preocupe. Não vou ocupar o seu precioso tempo com estórias sobre seres "desencarnados" medonhos, que habitam a escuridão da noite e existem para nos assustar. Não é meu hábito enveredar por essas supertições opressivas arraigadas pelo inconsciente coletivo. Os fantasmas evocados no título do post são aqueles os quais não podemos negar-lhes a factualidade, tão reais e próximos que são; são aqueles que sentimos, que alimentamos, que nos consomem, que são parte do que somos. Esses fantasmas não são manifestações ectoplásmicas de almas ou energias ruins semi-materializadas, muito menos espíritos de mortos errantes. O título do artigo pretendeu resumir figuradamente, de forma bem provocativa é verdade, o cerne daquilo que seria tratado aqui: tudo o que nos oprime, frustra, constrange, magoa, confunde. Os fantasmas dos quais eu quero tratar são as angústias existenciais, as deficiências emocionais, as contradições psico-sensoriais; quero discutir a razão de ser dos nossos males interiores em poucas linhas, afinal, minha intenção não é elaborar uma teoria filosófica ou publicar um tratado científico, mas sim expor uma opinião pessoal, fruto de reflexões experimentais cotidianas nessa minha vida de vinte e cinco primaveras. Meu desejo é contribuir com algum esclarecimento positivo a alguém que porventura se identifique com o que for exposto aqui. Oxalá que, sob a luz da Palavra, que é Jesus Cristo e o seu Evangelho, o meu desejo se cumpra na vida de pelo menos uma alma leitora.

Nossa condição existencial é ambígua, isso porque somos seres criados a ímagem de Deus, ou seja, somos seres morais e dotados com um espírito, que é o nosso elo de ligação com o criador, mas também somos materiais, constituidos de um corpo físico e suas necessidades específicas, bem como de uma alma dotada de intelecto, emoção e vontade própria. A ambiguidade do nosso ser tricotómico - espírito, alma e corpo - é fruto das tensões de propósitos do íntimo de nosso existir, que é espiritual e anseia pelo bem pleno e transcendente, com a nossa "carne e sangue", que tenciona a satisfação imediata dos desejos, vontades e impulsos que nos são subjetivos. Desse conflito entre o que se deseja e o que se quer fazer nascem as angústias emocionais e morais, nascendo também a necessidade de se obter respostas que respaldem nossa condição, nossas ações e sanem nossas dúvidas sobre tudo o que resulta de nossas lutas interiores e nossa experiência consciente no mundo. Queremos entender, compreender tudo o que diga respeito a nós e nossa relação conosco e com o meio social. No entanto, quase sempre nos frustramos em nossa busca pelo entendimento das contradicões do nosso íntimo e do que nos rodeia porque não existem respostas concretas, tangíveis para tudo ou porque nossa fonte de informações não é a adequada.

O que nos é dado saber sobre nossa condição espiritual, que deve prevalescer em nós por seu caráter naturalmente ético, está escrito no Livro dos livros, a Bíblia Sagrada. Lá está explicitado que o sentido (Logus) do existir é Espírito, Deus Triúnico, e que Nele, sob Sua vontade, tudo em nós e no mundo está claro. As tristezas, insatisfações e dúvidas não vão deixar de existir em nós quando assumirmos a participação na natureza divina do Pai (como templo e morada Dele) por intermédio do Espírito Santo, mas elas não se arraigarão em nós como herança atávica do mal, nem nos terão sob custódia de suas ações mesquinhas e prazeres fugazes, criando ilusões que nos apartam da plenitude de sermos em Deus e por Ele. As dúvidas, a mentira e o auto-engano não subsistem à intensidade da Verdade em Cristo: " Eu não rogo somente por estes (discípulos), mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crêr em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, ó és em mim, e eu em ti; que também sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviastes. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim" Jo 16:20-23. O amor (virtuoso, da ação, e não o conceitual) é o vínculo que nos liberta de nossa pequenês e nos eleva à plenitude da unidade com Aquele-que-é, ao qual pertencemos, nos tornando aquilo que somos em essência (porque para tal coisa fomos criados): filhos de Deus.

Busquemos a plenitude de nossa condição espiritual, e estaremos sempre satisfeitos, mesmo sob as vicissitudes de um mundo corrompido de seu estado original. Não haverá mal (e seus fantasmas) que resista a uma vida vivida com o verdadeiro propósito de estar em comunhão com o Pai.

Neemias Marcelo Damasceno   

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Ética à Sanguinetti  escrito em quinta 29 maio 2008 16:57

Esse artigo não tem a finalidade de arbítrio ou juízo sobre méritos de procedimentos e resultados técnico-periciais, que cabem tão somente aos profissionais capacitados para tal encargo, e para justiça, que analisará o valor probatório das evidências materiais constantes dos autos do processo no julgamento do casal Nardoni. O cerne da questão nesse post é o aspecto ético, que deve pautar as relações entre profissionais de quaisquer áreas em todos os âmbitos, mas principalmente nos de foro e interesse público. Isso posto, concentro as minhas considerações sobre o conteúdo da entrevista coletiva dada pelo médico legista George Sanguinetti: contestações técnicas sobre o laudo pericial produzido pelos técnicos da polícia paulista e que serviu de base para instauração do processo criminal do "caso Isabella". Até aí nada teria-se a criticar que não as desconhecidas reais motivações que levaram o polêmico médico a aceitar tal incubência. Mas o que era para ser um parecer científico "independente" virou espetáculo circense, com direito a anedotas infamantes e sarcasmo gratuito contra o trabalho de toda uma classe profissional. O propósito do parecer perdeu-se em meio a querelas que em nada contribuem para a elucidação do caso; tornou-se uma espécie de desmentido público e foi além, desqualificando a capacidade técnica dos peritos da polícia civil de São Paulo, tida como a mais bem preparada do país. Sanguinetti e sua colega baiana faltaram com o decoro próprio de quem tem algo a contribuir, lançando suas considerações técnicas na vala da suspeita, das dúvidas e da mais absurda irresponsabilidade ética. Se a intenção era corrigir erros, evitar precipitações no julgamento dos Nardoni, aperfeiçoar os procedimentos e analises periciais, o máximo que o médico alagoano conseguiu foi tumultuar e obscurecer ainda mais o andamento do processo, além de revoltar todos os colegas paulistas. A defesa tem o que queria, uma muleta técnica para se apoiar, e o Ministério Público tem um pepino enorme para descascar.

by Neemias Marcelo

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O dia em que morri  escrito em sexta 23 maio 2008 22:14

Foi um dia desses. Não faz tanto tempo assim. Eu morri aos poucos, enquanto escutava alguém falar de Jesus, do seu amor transcendente, que abarca todo o ser. Senti como que um fogo se alastrando por dentro de mim, subindo pelas extremidades do meu corpo, correndo para o meu coração, que começou a acelerar e bater descompassado. Fechei meus olhos. Senti as forças fugindo de mim. Meus sentidos fugiam de mim, me remetendo à mais absoluta exclusividade das palavras retunbantes que repetiam o nome de Cristo. Então eu me recordei da minha primeira vida, a que eu perdera para tudo que no mundo há e que me fora dado conhecer: encarei a verdade da dor e do absurdo de uma existencia sem propósitos espirituais da parte de Deus. As emoções fundiram-se numa frustração tremenda. A cabeça pesou, pendendo para baixo, ao que a aparei com as duas mãos sobre o rosto. O corpo arqueou-se. Uma lágrima furtiva correu meio de soslaio. Estava constrangido. Logo eu, a auto-suficência e sobriedade analítica em pessoa. Mas não houve racionalidade que segurase os soluços que convulsionaram minha garganta e voz. Quantas coisas eu fizera que sequer mereceriam simples menção... Eu mergulhara fundo nos meus desejos e só conseguira remorso e vergonha como paga. Imagens dantescas tomaram de assalto a minha memória. Imagens nítidas do meu fracasso como ser humano. Eu estremeci. As mãos formigavam e o peito transbordava de ânsia por algo que eu não compreendia. Eu tentei falar, exprimir o que sentia mas nada além de gemidos puderam ser ouvidos. Prostrado, quase de joelhos, eu me preparava para render o meu espírito ao que houvesse após a morte. Foi quando ouvi uma voz mansa falar ao meu coração: " Crê e mim e Eu o libertarei da maldição do pecado. E Verdadeiramente viverás, para nunca mais morrer". Então eu morri; despojei-me de meu velho eu; crucifiquei na obra de Cristo o homem que eu havia sido e aquilo que eu havia feito. E nasci do Espírito, para uma nova  e regenerada vida. Resurgi converso, como novo participante do Reino de Deus. Nova criatura eu sou.

by Neemias Marcelo ou N. Marcelus

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Preservemos a Sã Doutrina de Cristo  escrito em quinta 17 abril 2008 19:53

Por esses dias eu me interei de algo ardilosamente perigoso para a nossa salvação, que vem sendo apregoado como verdade e com grandiloqüencia nos púlpitos de muitas igrejas evangélicas do Brasil, ao ouvir uma prédica de um renomado "pregador cristão" sobre a finalidade da vida de cada indivíduo na Terra, segundo a suposta vontade de Deus: estão tentando naturalizar, humanizar o processo de santificação do homem enquanto manifestação da misericórdia de Deus mediante seu Plano Salvífico em Cristo Jesus e por intermédio da ação do Espírito Santo. Em resumo, estão tentanto destituir do mérito sobre a  regeneração da alma quem o tem por direito desde sempre, Deus Trino. No sermão do pregador em questão, ele discorreu com uma jocosidade anti-bíblica - leia-se irreverência - sobre a causa mater da existência de cada um de nós, que seria evoluir até a estatura de homens à imagen e semelhança do Filho de Deus, Cristo. Até aí nada de errado, apesar do tom pouco conveniente à ministração da Palavra de Deus. O problema começa quando ele afirma que esse processo de evolução se dá mediante a conscienteização gradual do homem por intermédio da percepção através de tudo e do tempo; seria uma espécie de amadurecimento proveniente da prática das virtudes ( ética aristotélica? ) que nos levam ao amor a Deus( amor sem espiritualidade? ), segundo o qual (o amor a Deus) retira não só o juizo como a existência real do bem ou do mal. Repito, segundo o tal pregador, não existe bem ou mal quando se ama a Deus, tudo é processo evolutivo do crente, e que amamos a Deus em decorrência dessa gradual e linear evolução de consciência, até à "Mente de Cristo", perfeita. Dizer que não existe bem ou mal é entrar em choque direto com as Sagradas Escrituras, das quais ele faz uso como base para sua homilia ( Texto de I Co 13 ), por que o próprio Paulo afirma que a carne, o coração - a vontade, a natureza - do homem é mal, tende para o mal ( que é aquilo que Deus abomina ), vide Rm 1: 22-24 e que precisamos mortifica-lo e viver em espírito ( inspirados pelo Consolador), como fica evidente em Rm 8: 1. Para o eloqüente reverendo, uma singularidade justa, reta, sadia, é fruto de um ser cônscio de sua existência aperfeiçoada por processos experimentais (percebíveis) que são expressão da vontade soberana do Deus-Criador até que este chegue à perfeição de Cristo. Ora, somos sabedores que a perfeição plena é impossível neste corpo, porque somos corruptíveis, e por meios próprios, sendo que buscamos (repito) o aperfeiçoamento doado pela fé em Jesus mediante o Espírito do Senhor até que chegue o que é perfeito: o Reino dos Céus. Cuidemos da Sã Doutrina de Deus, como está escrito em I Tm 4: 16, para que não sejamos levados a substituir o Criador pela coisa criada, o divino pelo humano, o espiritual pelo intelectual. Em tempo, a finalidade humana na Terra é a salvação, que é chegar ao fim livres da danação eterna, retornando ao Pai, que nos criou para Si.

by N. Marcelus

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Above All  escrito em sábado 05 abril 2008 21:32

Um pouco de boa música para relaxar! Above All, de Michael W. Smith

Acima de tudo esteja o nosso Deus!

Excelente fim de semana para todos!

by N. Marcelus

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