Por esses dias eu me interei de algo ardilosamente perigoso para a nossa salvação, que vem sendo apregoado como verdade e com grandiloqüencia nos púlpitos de muitas igrejas evangélicas do Brasil, ao ouvir uma prédica de um renomado "pregador cristão" sobre a finalidade da vida de cada indivíduo na Terra, segundo a suposta vontade de Deus: estão tentando naturalizar, humanizar o processo de santificação do homem enquanto manifestação da misericórdia de Deus mediante seu Plano Salvífico em Cristo Jesus e por intermédio da ação do Espírito Santo. Em resumo, estão tentanto destituir do mérito sobre a regeneração da alma quem o tem por direito desde sempre, Deus Trino. No sermão do pregador em questão, ele discorreu com uma jocosidade anti-bíblica - leia-se irreverência - sobre a causa mater da existência de cada um de nós, que seria evoluir até a estatura de homens à imagen e semelhança do Filho de Deus, Cristo. Até aí nada de errado, apesar do tom pouco conveniente à ministração da Palavra de Deus. O problema começa quando ele afirma que esse processo de evolução se dá mediante a conscienteização gradual do homem por intermédio da percepção através de tudo e do tempo; seria uma espécie de amadurecimento proveniente da prática das virtudes ( ética aristotélica? ) que nos levam ao amor a Deus( amor sem espiritualidade? ), segundo o qual (o amor a Deus) retira não só o juizo como a existência real do bem ou do mal. Repito, segundo o tal pregador, não existe bem ou mal quando se ama a Deus, tudo é processo evolutivo do crente, e que amamos a Deus em decorrência dessa gradual e linear evolução de consciência, até à "Mente de Cristo", perfeita. Dizer que não existe bem ou mal é entrar em choque direto com as Sagradas Escrituras, das quais ele faz uso como base para sua homilia ( Texto de I Co 13 ), por que o próprio Paulo afirma que a carne, o coração - a vontade, a natureza - do homem é mal, tende para o mal ( que é aquilo que Deus abomina ), vide Rm 1: 22-24 e que precisamos mortifica-lo e viver em espírito ( inspirados pelo Consolador), como fica evidente em Rm 8: 1. Para o eloqüente reverendo, uma singularidade justa, reta, sadia, é fruto de um ser cônscio de sua existência aperfeiçoada por processos experimentais (percebíveis) que são expressão da vontade soberana do Deus-Criador até que este chegue à perfeição de Cristo. Ora, somos sabedores que a perfeição plena é impossível neste corpo, porque somos corruptíveis, e por meios próprios, sendo que buscamos (repito) o aperfeiçoamento doado pela fé em Jesus mediante o Espírito do Senhor até que chegue o que é perfeito: o Reino dos Céus. Cuidemos da Sã Doutrina de Deus, como está escrito em I Tm 4: 16, para que não sejamos levados a substituir o Criador pela coisa criada, o divino pelo humano, o espiritual pelo intelectual. Em tempo, a finalidade humana na Terra é a salvação, que é chegar ao fim livres da danação eterna, retornando ao Pai, que nos criou para Si.
by N. Marcelus
Sirley
Sex 18 Abr 2008 01:06