Home Data de criação : 07/11/01 Última atualização : 08/06/08 18:22 / 55 Artigos publicados
 

O dia em que morri  escrito em sexta 23 maio 2008 22:14

Foi um dia desses. Não faz tanto tempo assim. Eu morri aos poucos, enquanto escutava alguém falar de Jesus, do seu amor transcendente, que abarca todo o ser. Senti como que um fogo se alastrando por dentro de mim, subindo pelas extremidades do meu corpo, correndo para o meu coração, que começou a acelerar e bater descompassado. Fechei meus olhos. Senti as forças fugindo de mim. Meus sentidos fugiam de mim, me remetendo à mais absoluta exclusividade das palavras retunbantes que repetiam o nome de Cristo. Então eu me recordei da minha primeira vida, a que eu perdera para tudo que no mundo há e que me fora dado conhecer: encarei a verdade da dor e do absurdo de uma existencia sem propósitos espirituais da parte de Deus. As emoções fundiram-se numa frustração tremenda. A cabeça pesou, pendendo para baixo, ao que a aparei com as duas mãos sobre o rosto. O corpo arqueou-se. Uma lágrima furtiva correu meio de soslaio. Estava constrangido. Logo eu, a auto-suficência e sobriedade analítica em pessoa. Mas não houve racionalidade que segurase os soluços que convulsionaram minha garganta e voz. Quantas coisas eu fizera que sequer mereceriam simples menção... Eu mergulhara fundo nos meus desejos e só conseguira remorso e vergonha como paga. Imagens dantescas tomaram de assalto a minha memória. Imagens nítidas do meu fracasso como ser humano. Eu estremeci. As mãos formigavam e o peito transbordava de ânsia por algo que eu não compreendia. Eu tentei falar, exprimir o que sentia mas nada além de gemidos puderam ser ouvidos. Prostrado, quase de joelhos, eu me preparava para render o meu espírito ao que houvesse após a morte. Foi quando ouvi uma voz mansa falar ao meu coração: " Crê e mim e Eu o libertarei da maldição do pecado. E Verdadeiramente viverás, para nunca mais morrer". Então eu morri; despojei-me de meu velho eu; crucifiquei na obra de Cristo o homem que eu havia sido e aquilo que eu havia feito. E nasci do Espírito, para uma nova  e regenerada vida. Resurgi converso, como novo participante do Reino de Deus. Nova criatura eu sou.

by Neemias Marcelo ou N. Marcelus

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Todos os comentários desse artigo:
O dia em que morri

  • Neemarcel

    Sáb 24 Mai 2008 20:44

    Verdade Sirlei! O agir de Cristo em nosso interior, quando o recebemos em nosso ser, é um mover de sentimentos e reflexões que vão além da nossa capacidade abstrativa. Só o nascer de novo para explicar. Abraço!

  • Sirley

    Sáb 24 Mai 2008 17:45

    Realmente não há racionalidade como falamos de Jesus, o que sentimos é muito maior do que podemos descrever, Jesus nos emociona, é algo inexplicável, feliz daquele que consegue seguir seus passos e se tornar uma pessoa melhor.

    Um grande abraço querido.